Entrada na exposição A Evolução de Darwin - 20

Espécimes naturais

Em 2009 passam 200 anos sobre o nascimento de Charles Darwin (a 12 de Fevereiro) e 150 sobre a publicação da sua obra A Origem das Espécies (em Novembro). A exposição A Evolução de Darwin, que inaugura esta 5ª feira na Fundação Gulbenkian, Lisboa, pretende ser uma viagem em torno do homem e da obra.

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Gravuras da época, objectos e espécimes naturais, muitos deles vindos das colecções do Aquário Vasco da Gama, do Museu Geológico e do Museu Antropológico de Coimbra, entre vários outros, ilustram o estado do conhecimento das ciências biológicas antes de Darwin. Foto: SAPO

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Os animais de Darwin

Animais de Darwin

Parte da exposição mostra as espécies e habitats que Darwin encontrou ao longo da sua viagem de 5 anos a bordo do Beagle, iniciada quando tinha 21 anos. A primeira paragem do Beagle foi na ilha de Santiago, Cabo Verde; e a última, na ilha Terceira, Açores.

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Os acontecimentos marcantes da vida de Darwin, sobretudo a viagem que fez a bordo do Beagle, à volta do mundo, estão documentados nas várias salas.

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Tartarugas

Réplica de um gabinete de curiosidades

A observação destas espécies esteve na origem de várias das ideias que Darwin desenvolveu depois nas suas obras. As diferenças fisiológicas que um mesmo animal apresentava consoante as características do local onde habitava foram uma das questões cruciais de que o cientista se ocupou.

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A exposição inclui espaços dedicados à forma como a biologia era feita antes de Darwin: dos gabinetes de curiosidades, que ilustram o espírito coleccionista dos séculos XVII e XVIII, a algumas tentativas precursoras de sistematização do conhecimento, às discussões científicas na ordem do dia, às ideias e trabalhos fundadores de cientistas como Lineu.

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Tatus

Fóssil de gliptodonte

Ao longo da viagem, cujo principal objectivo era fazer um levantamento cartográfico, Darwin permanecia em terra por vezes durante largos períodos para recolher amostras e observar a fauna e flora. O tatu interessou bastante Darwin – e não só como cientista, já que o seu diário regista um comentário sobre o sabor agradável da carne do animal.

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As semelhanças entre um fóssil de gliptodonte, animal extinto, e os tatus, que conheceu na Argentina, fizeram Darwin pensar na relação que poderia haver entre espécies desaparecidas e espécies actuais.

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Casar ou não casar

Polvo

Um dos documentos pessoais de Darwin, em que este, de forma metódica, reflecte sobre os motivos para casar e os motivos para não casar. As vantagens do casamento eram: "Filhos (se Deus quiser): companhia constante e amigos na velhice que se interessarão sempre por mim; objectos de afecto e de brincadeira; de qualquer maneira melhor que um cão; casa e alguém para tomar conta dela; encanto da música e da tagarelice das mulheres; Tudo isto é bom para a saúde – mas uma perda de tempo terr

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As espécies que recolhia foram sendo enviadas para Inglaterra, onde eram estudadas por botânicos, ornitólogos e outros investigadores. Desta forma, quando regressou da sua viagem Darwin era já um cientista consagrado e tinha uma notável lista de contactos.

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Fotografia de Darwin

Reconstituição de Darwin quando jovem

Após o seu regresso, Darwin esteve alguns anos em Londres, onde aprofundou a sua teoria, e retirou-se depois para a pequena localidade de Downe, onde permaneceu até ao final da vida, numa quinta. Foi só 20 anos depois da viagem no Beagle que publicou A Origem das Espécies, obra na qual expunha a sua teoria da evolução por meio da selecção natural. Foto: EPA/MARIO CRUZ © 2009 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.

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Uma réplica do navio Beagle, feita pela equipa do Museu de Marinha, e uma reconstituição do jovem Darwin como seria aos 18 anos foram criadas especialmente para esta exposição. Apenas há registos do cientista quando criança e, depois, a partir da meia idade. A reconstituição do jovem Darwin, segurando um escaravelho, foi feita por Elizabeth Daynes, que fez a reconstituição antropomórfica do rosto do faraó Tuthankamon.

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